2/15/2018

Festa Junina


Origem

O Brasil é um país onde florescem tradições religiosas dos quatro cantos do mundo e continua recebendo tantos quantos desejarem instalar aqui a sua fé. Com as festas Juninas não foi diferente. Vieram da Europa trazidas pelos portugueses, que cultuavam São João numa festa chamada "Joanina" desde o século quarto. Ao chegar em terras brasileiras o nome evoluiu para "Junina", ganhando mais brilhantismo com a introdução do consumo de comidas típicas como a mandioca, milho, leite de coco, jenipapo, licores, pé-de-moleque, pipoca e tantas outras guloseimas regionais próprias da dieta indígena e dos negros escravos. 
Em função dos costumes que se confundiam com as comemorações juninas, quadrilha, boi-bumbá, tambor-de-crioula, frevo etc, as festas estenderam-se por todo mês de junho, incorporando nesses dias os santos mais populares, mais de cem homenageados, cujos mais conhecidos são: Santo Antonio, São João e São Pedro.
O aspecto "caipira" das festas juninas é uma exclusividade brasileira, o casamento, os balões, o quentão, as musicas, danças e tantos outros atrativos ganharam força em virtude da índole extrovertida do povo, resultado da acentuada miscigenação de raças e riquezas do folclore, vindas de civilizações tão antigas como Egito, Suméria, Pérsia e China, introdutora dos fogos de artifício. Apesar da beleza e do apelo folclórico de seus ingredientes, as festas juninas são comemorações religiosas estreitamente ligadas as festividades pagãs antigas e conservavam até hoje algumas de suas características, muito distanciadas do genuíno cristianismo Bíblico. 
Há garantias históricas de que essas festividades são conseqüência de comemorações idênticas para saudar o "Solstício de verão" na Europa, Oriente médio e norte da África, observadas também entre os pagãos celtas, bretões, bascos, sardenhos e outros, cujas expressões religiosas estavam no uso das cores, nas vestimentas, nos altares e nas próprias casas.
Como todo culto religioso do paganismo antigo, os antecessores das festas juninas eram também rituais à fertilidade, quando se buscavam favorecimentos dos deuses para o crescimento da vegetação, fartura das colheitas e reprodução animais, atividades que se intensificavam no verão.
As festas religiosas populares introduzidas pelo catolicismo romano receberam elementos do paganismo constituindo um ciclo de comemorações iniciado com o nascimento de Jesus e encerado com a paixão e morte. 
Assim, o Natal, a Páscoa e as homenagens aos santos de junho fazem parte do ciclo denominado festas juninas, que têm maior expressão nos dias 13, 24, e 29 com os cultos a Santo Antonio, São João e São Pedro.
Trecho extraído do livro: Festas populares e suas origens A. D. Santos Editora

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